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04 dezembro 2015

O Corpo Perfeito

Olá pessoas, como vão vocês?
Estou participando de uma blogagem coletiva do #grupobc no face e o primeiro tema é comportamento.

Juro que fiquei horas e horas pensando sobre o que escrever e essa ideia simplesmente não chegava até mim. Até que lembrei de algo que estou enrolando pra dizer aqui no blog faz tempos. Falar sobre complexos da adolescência é assunto bastante complicado, principalmente pra mim. Eu pensei em fazer isso em formato de vídeo mas palavras não conseguiram sair, então vou começar por aqui, no blog.


Desde quando somos crianças, somos expostos a um padrão de beleza que, com o passar dos anos, tende a virar uma pressão em cima da pessoa que não possui tal. Eu era uma criança gordinha, cabelos ondulados muito armados, simplesmente não me arrumava e não era tão interessada nos meninos igual "minhas amigas" eram e isso implicou naquele velho papo: o bullying. Algumas coisas mudaram, eu aprendi a me cuidar. Mas o meu padrão de corpo continuou o mesmo. O bullying parou? Sim, quando eu fiz os meus 13, 14 anos as pessoas não falavam mais tanto disso. Mas é engraçado como, mesmo sem querer, ou com brincadeiras aqui e ali, as pessoas conseguem te atingir da mesma forma como se o sentido daquilo tudo fosse pejorativo. 

"Você tem um rosto muito bonito" ou "não mexe com essa aí, ela é forte o bastante pra bater em você, olha o tamanho desse braço!". Essas frases foram exemplos de coisas que tive que ouvir durante toda a minha vida simplesmente porque não sou magra. As pessoas se sentem no direito de brincar com algo do qual você não se sentirá confortável sem ao menos perguntar antes. Sem saber o que você passou ou se quer ouvir aquelas coisas. Posso chamar isso de bullying passivo? 

Por sorte minha (ou das pessoas) isso não é algo que me fez chegar ao extremo. Nunca cometi nenhuma atrocidade contra mim mesma. A não ser a baixo auto estima que carrego comigo e isso me fez não gostar do meu corpo ou de quem eu sou. É uma batalha diária comigo mesma onde continuo falando: "quando eu emagrecer" ou "talvez um dia, quem sabe". No final das contas, acho que estava errada, isso pode sim ser uma atrocidade.

Adiar os nossos sonhos porque não nos gostamos é inaceitável. É algo que eu não posso permitir e, depois de vinte anos, decidi que era algo que eu queria: me sentir feliz. Estou fazendo essa postagem pra abrir meu coração e desabafar. É um blog pessoal e nada mais justo do que isso, certo? Quero servir de inspiração pra outras pessoas que passam pelo mesmo que eu, porque elas vão saber que tem alguém aqui que as entende. Por isso, não vou deixar pra amanhã ou depois, já comecei a me alimentar mais saudável e vou compartilhar tudo com vocês a partir de hoje. 

Espero que isso tenha sido tão proveitoso pra vocês quanto foi pra mim. Cada meta, cada esforço que eu fizer quero todos meus leitores bem perto de mim! Um grande beijo e até a próxima!

Blogs participantes:
Em Busca de Romeu 
Boutique de Clichês
Hypefemme