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06 janeiro 2013

Onde sempre quis

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- Eu te amo - ele disse.
Apertei os olhos para não chorar, sabia que se ficasse ali, acabaria cedendo. Então continuei andando. Senti a brisa tocar meu rosto, como se ela quisesse que eu fosse forte, como se me mandasse seguir em frente. Passei a mão pelo cabelo enquanto lembranças surgiam em minha mente.
Agora estava ali, deitada em seus braços, sentindo seu doce perfume.
- Promete nunca me deixar? - Ele perguntou.
- Prometo - sorri antes de me enclinar para beijá-lo.
Mais tarde, naquela noite, sabia que ficaríamos juntos para sempre.
Eu lhe escrevia as mais belas poesias e ele retribuía dizendo que eu era a melhor coisa que acontecera em sua vida. As pessoas criticavam, mas eu não ligava. Briguei com elas. E com todas as outras que ousassem entrar em nosso caminho.
Brigamos algumas vezes, mas logo nos perdoávamos. Eu não podia viver sem ele. Ás vezes, no meio da noite, costumava acordar chorando, pois sonhara que o havia perdido. Nos tornamos, além de amantes, melhores amigos. Compartilhava minhas confidências com ele. E mais ninguém. 
Pisco os olhos e volto para a noite fria. Ele estava lá. Mas tinha outra em seus braços. Passei a mão pelos meus olhos e respirei fundo. De repente, os outros ficaram mais importantes, ele negava. 
Balancei a cabeça. Continuei andando. Ignorei seus pedidos. Ignorei suas palavras - antes doces - e continuei andando. Tomei o caminho rumo a vida e o deixei lá. Longe de mim, onde sempre quis estar.